História da Gestalt-terapia:

Quando nos interrogamos sobre a origem da Gestalt-Terapia obtemos duas respostas discordantes: para alguns, a paternidade é atribuída a Fritz Perls; para outros, a fundação se deve a um grupo denominado “grupo dos sete”, que compreendia um médico, um educador, dois psicanalistas, um filósofo, um escritor e um especialista em estudos orientais.
Friedich Salomon Perls (Fritz Perls) nasceu em Berlim, Alemanha, em 1983, possuía doutorado em medicina com especialidade em neuropsiquiatria e se interessava a princípio pela psicanálise junto com sua esposa Laura Perls. Ambos possuíam uma visão crítica e foram desenvolvendo em conjunto, sua própria visão da psicanálise e da psicoterapia o que acarretou no afastamento dos círculos da Sociedade de Psicanálise mais tradicionais.
Em 1934, devido a perseguição aos judeus Fritz e sua esposa se refugiaram em Joahannesburg, na África do Sul onde continuaram a exercer a função de psicanalistas e fundaram o Instituto Sul-Africano de Psicanálise. Dois anos após a fundação do instituto, Fritz apresentou em um Congresso Internacional de Psicanálise, um trabalho ligado as “resistências orais” que culminou futuramente no livro Ego, Fome e Agressão: Uma revisão da teoria e do método de Freud.

Após a Segunda Guerra, emigraram para os Estados Unidos e entraram em contato com grupos de artistas, terapeutas e intelectuais que compactuavam com sua forma de pensar e viver a vida.
Em 1950, juntaram-se a Isadore From, Paul Godman, Paul Weiz, Elliot Shapiro, Sylvester Eastman e posteriormente Ralph Hefferline e assim formaram o “grupo dos sete”. Esse grupo construiu a Gestalt-terapia a partir de fontes como a Psicologia da Gestalt; a Fenomenologia; o movimento existencialista; a Teoria Organísmica de Goldstein ; a Teoria de Campo, de Lewin; o Holismo, de Smuts; o Psicodrama, de Moreno; as teorias de Reich ; o olhar de Karen Horney ; as idéias de Buber e de Paul Tillich e, por fim, a filosofia oriental. O primeiro livro publicado dessa nova abordagem foi lançado em 1951, com o título “Gestalt Therapy – Excitement and Growth in Human Personality”, (no Brasil, “Gestalt-terapia”) escrito por Fritz Perls, Ralph Hefferline e Paul Goodman.
Em 1968 com os protestos jovens surgindo com os estudantes e depois com os hippies, reivindicando o direito de viver em liberdade; o “Amor, não a guerra”, a aceitação e a divulgação da Gestalt-Terapia ganhou grande ênfase, pois, tratava-se de uma corrente de pensamento que confluía com o movimento da contracultura. Após esse período outros autores foram desenvolvendo e complementando as ideias iniciais do grupo dos sete, ainda que preservando suas raízes básicas, fazendo dela uma psicologia fenomenológica-existêncial.

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